quarta-feira, 7 de abril de 2010

Poema ao Intendente

Não sei ao certo que tipo de coisa és…
Serás um espaço, um tempo ou um pensamento?
Tudo isto e nada disto. Não se começa nem se acaba em ti.
O Universo também é passageiro no Intendente…

Se tudo no Intendente se resume a uma esquina,
é a esquina mais bonita de toda a Lisboa,
nessa esquina um desconhecido chega e um irmão parte,
onde a luz do Sol silencia os segredos das noites

As calçadas sinuosas são as tuas artérias saturadas,
e observo o piscar dos teus olhos múltiplos
quando uma janela se abre e outra se fecha.
Nada é o Intendente, como se tudo nada fosse

Por aqui alguém chora escondido,
mas o sonho nasce quando tudo está perdido.
O derradeiro sentido da vida é nunca parar.
Afinal o sol nasce todos os dias no Intendente.

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